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30 de Janeiro — Dia da Saudade

A Saudade é um sentimento que experimentamos com muita frequência. Sentimos saudades de momentos felizes, de experiências antigas, cheiros, sabores, pessoas, trabalhos antigos, amores, família e tantas outras coisas que não caberiam nesse texto. E por ser algo tão complexo e tão presente em nossas vidas é que existe o Dia da Saudade, data comemorada no Brasil a cada 30 de janeiro.

Mas para além das experiências, a idealização de momentos também nos coloca neste lugar da saudade. Carlos Drummond de Andrade escreveu que a saudade de coisas que não vivemos também dói, e isso nos faz perceber a magnitude desse sentimento tão experimentado por nós a cada dia. 

E é nesse movimento de reconhecer as diversas faces desse sentimento que percebemos que a chegada da morte é um dos caminhos mais curtos na direção da permanência da saudade. É a saudade experimentada na sua forma mais profunda, dolorida e permeada por outros sentimentos, que vão desde a tristeza profunda até a lembrança nostálgica, muito dita como a saudade gostosa de viver, que é quando as lembranças nos fazem rir e nos apresentam as inúmeras representações desse sentimento. 

A saudade é estar desnutrido do que nos move, por isso, muitas vezes, a saudade paralisa e faz doer.

Não há regras para viver esse sentimento, mas há a certeza que a saudade é nossa eterna companheira.

Neste sentido, escritores e poetas brasileiros escrevem a saudade em seus mais lindos textos, onde esse sentimento íntimo se faz presente e nos toca como se ali estivesse um raio-x de nossas vidas, ou ainda, um recado nosso para o outro, como escreveu nosso querido poeta Mário Quintana.

Na solidão na penumbra do amanhecer / Via você na noite, nas estrelas, nos planetas, nos mares, no brilho do sol e no anoitecer / Via você no ontem, no hoje, no amanhã… / Mas não via você no momento / Que saudade… 

Mario Quintana

Apesar da dor, é importante tirarmos o melhor da saudade nossa de cada dia. Afinal, com nossos erros e acertos é que vamos aprendendo a lidar com nossos sentimentos. Então, quando ela apertar, busque suas ferramentas e, se puder, não deixe de “matar a saudade”!